Diante das mudanças que o marco legal do saneamento introduziu no país, abriu-se a maior agenda de obras de infraestrutura do Brasil contemporâneo: universalizar água tratada e coleta de esgoto até 2033. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, ex-presidente da OAS, observa nesse movimento um ciclo de investimentos sem paralelo recente, que mobilizará centenas de bilhões de reais em estações de tratamento, redes coletoras, adutoras e reservatórios em todas as regiões do território nacional. Para o setor da construção pesada, trata-se da fronteira mais promissora da década.
Os números do déficit sanitário brasileiro dimensionam o tamanho do desafio: dezenas de milhões de pessoas ainda vivem sem acesso à rede de esgoto, e parcela significativa da população não recebe água tratada com regularidade. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim compreende que vencer esse passivo exige mais do que capital: exige capacidade de execução, um recurso que o país precisará expandir rapidamente para transformar contratos assinados em sistemas operando.
Por que obras de saneamento estão entre as mais difíceis de executar?
À primeira vista, redes de água e esgoto parecem obras simples quando comparadas a pontes ou túneis. A realidade de campo desmente essa impressão. Redes coletoras avançam por vias urbanas ocupadas, exigem escavações em solos imprevisíveis, cruzam interferências não cadastradas e demandam recomposição de pavimento em escala. Estações de tratamento, por sua vez, combinam obras civis, montagem eletromecânica e automação em um único empreendimento de coordenação delicada.
Acrescenta-se a isso a dispersão geográfica dos contratos, que frequentemente abrangem dezenas de municípios simultaneamente, multiplicando frentes de trabalho, equipes e estruturas de apoio. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, com a experiência de quem coordenou operações de grande escala, identifica nesse perfil de obra um teste rigoroso de maturidade gerencial: vence quem domina logística distribuída, padronização de processos e controle de qualidade à distância.

O capital privado chegou; a engenharia precisa acompanhar
Os leilões de saneamento realizados desde a aprovação do novo marco atraíram grupos nacionais e internacionais, com ágios expressivos e compromissos contratuais de investimento agressivos. Esse capital, contudo, só se converte em benefício real para a população quando atravessa a etapa decisiva: a execução das obras. Concessionárias que não conseguirem contratar e gerir construtoras competentes verão suas metas regulatórias escorrerem entre cronogramas estourados e sistemas inacabados.
Nessa direção, forma-se um mercado robusto para empresas de engenharia com histórico comprovado em infraestrutura. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim posiciona a André Guimarães Engenharia e Infraestrutura nesse contexto com a convicção de que a credibilidade construída em obras complexas é o principal critério de seleção dos novos contratantes privados, mais exigentes em prazo e desempenho do que o poder público tradicionalmente foi.
Saúde pública construída em concreto e tubulação
O retorno do investimento em saneamento extrapola qualquer planilha financeira. Estudos consolidados de organismos de saúde demonstram que cada real aplicado em água e esgoto economiza múltiplos em despesas médicas evitadas, além de reduzir internações, mortalidade infantil e afastamentos do trabalho. Poucas intervenções públicas apresentam relação tão direta entre obra entregue e vida melhorada.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim enxerga nessa dimensão o sentido mais profundo do trabalho da engenharia de infraestrutura. Construir uma estação de tratamento é, em última instância, construir saúde pública; estender uma rede coletora é estender dignidade a bairros inteiros que nunca a tiveram. O ciclo de investimentos em saneamento que o Brasil inicia é uma oportunidade econômica para o setor construtivo, mas é, antes de tudo, uma oportunidade histórica para o país saldar uma de suas dívidas sociais mais antigas.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez