O valor agregado das 50 marcas brasileiras mais valiosas chegou a US$ 101,1 bilhões em 2026, segundo o ranking Kantar BrandZ 2026. O resultado representa crescimento de 22% em relação à edição de 2024 e mostra uma recuperação relevante no valor atribuído às principais marcas do país. O levantamento foi divulgado pela Kantar em 26 de agosto de 2026.
De acordo com a Kantar Brasil, 59% das marcas analisadas aumentaram seu valor no período. Entre elas, 18 apresentaram crescimento de dois ou três dígitos. Os dados colocam em evidência empresas que conseguiram preservar relevância, ampliar sua presença no cotidiano dos consumidores e avançar em um mercado marcado pela digitalização e pela competição entre diferentes categorias.
Valor das marcas brasileiras chega a US$ 101,1 bilhões
O desempenho agregado do ranking não se resume à presença de empresas tradicionalmente conhecidas. A edição de 2026 também registra a entrada de seis marcas no Top 50: iFood, Smart Fit, Inter, Stone, Mateus e Vivara. A chegada desses nomes amplia a diversidade do grupo e sinaliza a ascensão de companhias que ganharam espaço em áreas como serviços digitais, varejo, alimentação, meios de pagamento, bem-estar e consumo.
Segundo a página institucional do Kantar BrandZ, o crescimento das marcas está associado a fatores como inovação orientada ao consumidor, diferenciação percebida, consistência e capacidade de transformar força de marca em resultado comercial. A análise também destaca a presença em ecossistemas digitais e o uso de inteligência artificial como elementos que passaram a influenciar a construção de valor.
Itaú mantém liderança e Nubank é o maior destaque
O Itaú permaneceu na primeira posição do ranking, com valor de marca estimado em US$ 13,2 bilhões. O número representa alta de 79% em dois anos. A instituição é seguida pelo Nubank, que alcançou US$ 12 bilhões e registrou crescimento de 162%, o maior avanço entre as marcas listadas. Com o resultado, o banco digital subiu para a segunda colocação.
Na sequência do Top 10 aparecem Claro, Brahma, Vivo, Bradesco, Skol, Petrobras/BR, Localiza e Antarctica. A composição reúne empresas de setores distintos, mas com forte presença nacional e ampla exposição na vida cotidiana dos consumidores. O resultado mostra que a disputa por valor de marca ocorre tanto entre concorrentes diretos quanto entre organizações que competem pela atenção, confiança e preferência do público.
Serviços financeiros concentram crescimento
O setor financeiro representa 39% do valor total do ranking, de acordo com a Kantar. A categoria também concentra cinco das dez marcas que mais cresceram na edição de 2026. O peso do segmento ajuda a explicar a posição de destaque ocupada por bancos tradicionais e empresas digitais na lista das marcas brasileiras mais valiosas.
Essa concentração reflete uma disputa que vai além dos produtos bancários tradicionais. Plataformas digitais, serviços integrados, personalização e experiências mais próximas da rotina dos consumidores se tornaram parte da estratégia de relacionamento das instituições. Nesse cenário, marcas estabelecidas e novos participantes buscam combinar escala, conveniência e inovação para permanecer relevantes.
Diferenciação e inovação orientam as marcas mais valiosas
O ranking Kantar BrandZ 2026 sugere que reconhecimento, por si só, não garante crescimento. Para aumentar seu valor, as marcas precisam manter uma identidade consistente e, ao mesmo tempo, responder às mudanças no comportamento do consumidor. A diferenciação percebida aparece como um dos elementos centrais dessa equação, especialmente em categorias com muitas ofertas semelhantes.
A inovação também é apresentada pela Kantar como um componente ligado à relevância comercial. Isso envolve compreender necessidades concretas, desenvolver soluções orientadas ao consumidor e utilizar recursos digitais de maneira estratégica. A inteligência artificial aparece nesse contexto como uma ferramenta capaz de apoiar experiências e operações, mas o levantamento mantém o foco na capacidade das empresas de gerar valor percebido.
Com Itaú na liderança, Nubank em rápida ascensão e seis novas marcas no Top 50, a edição de 2026 retrata um mercado brasileiro em transformação. O resultado reforça a importância de construir marcas capazes de combinar confiança, diferenciação e adaptação. Mais do que medir notoriedade, o ranking acompanha quais empresas conseguem converter presença e relevância em valor econômico.